ARTIGOS
 

Audiência discute liberação de recursos para saneamento na Bacia do Rio Doce

“A Bacia do Rio Doce é uma das maiores do país e uma das mais devastadas”. A frase, que denota preocupação com o meio ambiente, foi da deputada Rosângela Reis (PV), presidente da Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável (Cipe), da ALMG. Ela, o deputado Carlos Henrique (PRB), coordenador da Cipe, e diversos representantes de órgãos regionais participaram de uma audiência pública em Itabira, nesta sexta-feira, 26 de agosto, promovida pela Assembléia Legislativa.
 Entre os diversos assuntos tratados no encontro, que aconteceu na Câmara Municipal, o foco foi os recursos estaduais e federais destinados ao saneamento dos municípios. Durante sua apresentação, a deputado Rosângela Reis disse que há disponível na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) R$ 1,3 bilhão para investimento em ações de preservação e recuperação da Bacia do Rio Doce nos próximos anos, que envolve 229 municípios nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
O objetivo do encontro foi exatamente esclarecer aos gestores – por isso a participação de técnicos de diversas organizações, como Emater e Copasa – sobre como adquirir dinheiro, uma reclamação de quase todos os prefeitos. “As discussões feitas aqui podem ser levadas para a Assembléia, para as comissões pertinentes”, afirmou o deputado Carlos Henrique.
Itabira
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Arnaldo Lage, Itabira vive uma realidade privilegiada em relação aos demais municípios, já que trata 70% do esgoto e pretende chegar, nos próximos anos, a 100%. O tratamento de esgoto também está presente da zona rural, onde mais de mil unidades de fossas sépticas já foram construídas.
Já com relação à água, assunto que também recebeu destaque dentro da reunião, a situação é preocupante. A cidade vive problemas de abastecimento, principalmente na estiagem, e busca, junto ao Governo Federal e iniciativa privada, recursos (da ordem de R$ 50 milhões) para captar água no rio Tanque, nas proximidades de Itambé do Mato Dentro. Por enquanto apenas o dinheiro para o projeto executivo foi liberado.
Arnaldo também falou sobre o aterro sanitário, que está praticamente pronto na localidade de Borrachudos, aguardando duas licenças de operação para entrar em atividade. Os recursos aplicados, advindos da Vale, são da ordem de R$ 10 milhões.
A mineração, como não poderia deixar de ser, também entrou em pauta. “São mais de 60 anos de exploração que não deixa de causar danos. A cidade perde vegetação, perde solo, perde água, além da poluição atmosférica. Não existe atividade mineradora que não cause impacto negativo, mas também tem lado positivo, que é a economia do município. Mas é preciso que esta atividade seja de forma sustentável”, disse o secretário.

Fonte: De Fato On Line

 

 

 
  
 
www.tratamentodeaguaeesgoto.com.br Home Artigos Forum Loja Fale Conosco